Dados mostram redução recorde na comparação entre o pico de maio de 2025 e janeiro de 2026 com menor índice; queda permanece após implantação do programa “Atestado Consciente”

A emissão de atestados médicos na rede municipal de saúde de Uberlândia registrou uma queda expressiva ao longo dos últimos meses. De acordo com o balanço publicado pela Secretaria Municipal de Saúde nesta quinta-feira (12), em janeiro de 2026 foram emitidos 26.123 documentos, número que representa uma redução de aproximadamente 62% em comparação com maio de 2025, período que apresentou o maior volume do ano, alcançando 69.966 documentos.
Ao longo de 2025, a cidade manteve uma média elevada de 56 mil emissões de atestados médicos por mês, patamar que reforça o contraste com os números atuais.
Queda livre nas estatísticas
O gráfico de monitoramento da prefeitura aponta que a redução não é isolada. O recuo mais acentuado começou a ser percebido no final de 2025, logo após a publicação das novas normas que priorizam o atestado para casos de maior gravidade.
- Maio/25: 69.966 atestados (Pico do período)
- Novembro/25: 50.676 atestados
- Dezembro/25: 31.540 atestados
- Janeiro/26: 26.123 atestados (Menor índice do balanço)
Na comparação direta entre dezembro e janeiro, a redução de documentos foi de 17,1%, após a implementação da iniciativa “Atestado Médico Consciente”. Confira o gráfico completo entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026:

Como funciona a nova regra?
O objetivo da medida é garantir que o atestado seja um reflexo real da necessidade clínica, combatendo o uso desnecessário. O sistema agora funciona com base no Protocolo de Manchester:
- Casos Graves (Amarelo, Laranja e Vermelho): Recebem o atestado médico normalmente conforme avaliação profissional.
- Casos Leves (Verde e Azul): Recebem a Declaração de Comparecimento, que justifica as horas de permanência na unidade, mas não gera afastamento por dias, salvo em exceções justificadas pelo médico.
Impacto no atendimento
Com a redução drástica de 43.843 atestados mensais em relação ao pico do ano passado, a prefeitura espera que o fluxo de pacientes nas UPAs e postinhos se torne mais ágil, focando recursos e tempo de atendimento em quem realmente apresenta condições moderadas a graves de saúde.
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