
O interesse pela ciência e pela tecnologia tem ganhado novos horizontes em uma escola pública de Uberaba. O projeto Jornada de Foguetes, que prepara estudantes para participar da Olimpíada Brasileira de Foguetes (OBAFOG), registrou crescimento expressivo em 2026 e passou a envolver 27 alunos em atividades ligadas à pesquisa, engenharia e desenvolvimento de foguetes experimentais.
Coordenada pelo professor Denilson Facioli de Carvalho, a iniciativa vem ampliando seu alcance dentro da comunidade escolar. O avanço é refletido no número de participantes, que aumentou significativamente após a estreia da equipe em competições nacionais no ano passado.
Ao longo do projeto, os estudantes trabalham na construção e nos testes de diferentes modelos de foguetes, desde versões movidas a ar comprimido até estruturas mais sofisticadas, capazes de operar em múltiplos estágios e realizar medições durante o voo. A proposta busca aproximar os jovens da aplicação prática de conceitos de física, matemática e engenharia.
Além da parte técnica, o programa estimula o desenvolvimento de competências ligadas à organização de equipes. Os participantes assumem funções em setores como comunicação, administração financeira, planejamento e divulgação das atividades, criando uma experiência multidisciplinar que vai além do conteúdo acadêmico tradicional.
O projeto também tem despertado interesse entre alunos de diferentes faixas etárias. Mesmo estudantes que não fazem parte das turmas atendidas diretamente pelo professor passaram a procurar a equipe para integrar as atividades relacionadas à construção e ao lançamento dos foguetes.
Agora, o grupo se prepara para disputar uma nova edição da Jornada de Foguetes, evento realizado em Barra do Piraí. Entretanto, os custos com transporte, hospedagem, materiais e inscrições representam um desafio para ampliar a participação dos estudantes. Por isso, os organizadores buscam apoio financeiro e patrocinadores para viabilizar a viagem.
Outro passo importante em andamento é a aproximação com a Universidade Federal do Triângulo Mineiro. A expectativa é que a parceria permita transformar a iniciativa em um projeto de extensão universitária, fortalecendo ainda mais as oportunidades de formação científica para os jovens.
A trajetória da equipe começou em 2024, quando um ex-aluno apresentou ao professor a proposta da Olimpíada Brasileira de Foguetes. A partir das primeiras experiências, o grupo evoluiu rapidamente e conquistou, em sua estreia nacional, duas medalhas de prata. Desde então, a iniciativa tem atraído cada vez mais estudantes e se consolidado como uma das principais ações de incentivo à ciência na rede pública de ensino da cidade.

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