Bebidas eram produzidas, armazenadas e comercializadas dentro de garagem residencial; pai e filho, responsáveis pelo material apreendido, foram presos em flagrante

Uma fábrica clandestina de cachaça em Uberaba foi interditada durante operação realizada pelo Procon, nesta terça-feira (02). A produção era realizada dentro da garagem de uma casa, onde foram apreendidos mais de 3.600 litros do produto clandestino.
A fábrica era operada por pai e filho, que foram presos em flagrantes. Segundo o órgão, o material foi encontrado em condições insalubres e sem qualquer comprovação da origem ou qualidade.
Chachaça era diluída com água da torneira em fábrica clandestina
Durante a fiscalização, as equipes descobriram que a bebida era inicialmente armazenada em barris de plástico e depois diluida com água da torneira. Também foi identificado que o produto recebia a adição de corante caramelo, para dar aparência de cachaça envelhecida.

Um vídeo, divulgado pelo Procon ainda revela como era feito o envaze das bebidas depois do processo de adulteração. A cachaça era distribuída, com o uso de uma espécie de mangueira, em garrafas colocadas dentro de caixotes no chão, que depois eram fechadas manualmente.
As bebidas eram todas fabricadas, armazenadas e comercializadas diretamente da garagem residencial. Os fiscais ainda observaram que nenhum produto apresentava identificação adequada do fabricante ou registro no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Bebidas eram vendidas como se tivessem procedência de tradicional produtora mineira

Segundo o Procon, a fabricação e comercialização da cachaça falsificada eram fabricadas e comercializadas como se fossem da região de Salinas, tradicional produtora da bebida em Minas Gerais. Contudo, a operação identificou que essa suposta procedência era feita sem a autorização do titular do registro industrial, o que induzia os consumidores ao erro.
Após a coleta do produto apreendido, foram coletadas amostras que passarão por perícia laboratorial. Após análise do material, será possível identificar a real composição das bebidas e avaliar possíveis riscos à saúde.
Além disso, todo o produto recolhido que foi considerado impróprio para consumo será inutilizado. O espaço utilizado para a produção e comercialização das bebidas também continuará interditado até liberação das autoridades e comprovação, pelos responsáveis, de que todas as irregularidades identificadas sejam regularizadas.
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