Veículo desenvolvido por estudantes de engenharia participa da 22ª Fórmula SAE. As equipes com as melhores classificações na corrida representarão o Brasil em duas competições nos Estados Unidos.

Alunos da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) apresentaram o primeiro carro elétrico desenvolvido pela instituição. O protótipo, batizado de Atlas-1RL, foi criado por integrantes do Laboratório de Mobilidade Automobilística e Urbana (Lamau), da Faculdade de Engenharia Elétrica da UFU (FEEL-UFU), e representará a universidade na 22ª Competição Fórmula SAE Brasil, que reúne equipes universitárias de engenharia automobilística.
A edição deste ano será de 29 de julho a 2 de agosto no Centro de Desenvolvimento e Testes da Ford, em Tatuí (SP). As equipes com as melhores classificações na corrida representarão o Brasil em duas competições internacionais realizadas nos Estados Unidos.
O veículo foi apresentado durante um evento da Associação Comercial e Industrial de Uberlândia (Aciub), que reuniu patrocinadores e parceiros do projeto. Segundo a equipe, o carro foi desenvolvido ao longo de dois anos e teve como inspiração os carros da Fórmula 1, com adaptações para atender às regras da competição internacional.
Segundo o diretor do Lamau, Lucas Lara, cerca de 200 pessoas participaram do desenvolvimento do veículo, entre estudantes, técnicos e professores.
“A criação foi totalmente baseada em carros da Fórmula 1. Adaptamos o projeto para ser voltado para estudantes. Trabalhamos com diversas simulações estruturais, dinâmicas e elétricas. A carroceria e o chassi em fibra de carbono foram produzidos por estudantes, técnicos e professores, assim como toda a parte elétrica, desde o motor até a estrutura do veículo”, explicou Lara.
🏎️ Gestão e alinhamento com negócios
Além do desenvolvimento técnico do carro, os integrantes da equipe também são responsáveis pela gestão do projeto, incluindo planejamento, organização e relacionamento com empresas parceiras. Essas atividades fazem parte dos critérios avaliados na Fórmula SAE.
O professor Lourenço Santos afirmou que o projeto contribui para o desenvolvimento de tecnologias que poderão ser aplicadas pela indústria.
“Toda tecnologia aplicada no carro será validada nas competições. À medida que vamos testando e avançando, tem um potencial muito grande de chegar com soluções no mercado e transformar a sociedade”, disse Santos.
O projeto também contou com o apoio de empresas parceiras, que colaboraram com o desenvolvimento do veículo e aproximaram os estudantes da prática profissional.
Segundo André Borges, representante de uma das empresas apoiadoras, a parceria também contribui para o desenvolvimento de soluções para o mercado e proporciona aos estudantes contato com situações reais.
“A parceria com a Lamau trouxe para a gente aprendizado, projeto contínuo, melhoria de produtos, pensar em novas soluções, criou a oportunidade para os estudantes aprenderem casos reais”, afirmou Borges.
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Fonte: Por Érico Gabriel, g1 Triângulo — Uberlândia
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