Companheiro dela, também policial penal, é suspeito do crime. Ele foi encontrado com um tiro na cabeça, socorrido, mas morreu. Caso ocorreu em um apartamento no Bairro Carajás.

Uma policial penal de 44 anos foi morta a tiros no apartamento onde morava, no Bairro Carajás, em Uberlândia, na noite de sábado (16).
Segundo o Boletim de Ocorrência (BO), o suspeito do crime é o companheiro dela, de 25 anos, também policial penal. Ele foi socorrido com um ferimento provocado por arma de fogo na cabeça e morreu no hospital.
Conforme o BO, os militares precisaram arrombar a porta do imóvel após um morador do condomínio ouvir gritos de “não, não” e seis disparos, o que o levou a acionar a PM. A Policial foi encontrada caída no sofá e o Policial em uma cadeira.
Os militares encontraram as porta trancada e precisaram arrombá-la. Dentro do local, os policiais encontraram a mulher com diversas perfurações por disparos de arma de fogo, caída sobre o sofá. Próximo à porta de entrada, estava o namorado, de 25 anos, também policial penal, com um ferimento na cabeça, ainda com sinais vitais. No apartamento, foi localizada uma pistola Taurus GX4, calibre .380, registrada em nome do homem.
Uma testemunha, vizinha do casal, relatou aos policiais ter ouvido seis disparos, seguidos de uma voz feminina gritando “não, não” e, em seguida, outro disparo. Depois disso, houve silêncio no apartamento. A mesma testemunha afirmou nunca ter presenciado discussões anteriores entre o casal.
O trabalho pericial recolheu nove cápsulas deflagradas e cinco projéteis de calibre .380. A arma foi apreendida e encaminhada à Delegacia de Polícia Civil.
Os dois foram levados para o Pronto-Socorro do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU). A policial penal, no entanto, já chegou sem vida e o homem recebeu atendimento, mas não resistiu.
Ainda conforme o registro policial, o casal estava junto há aproximadamente um ano, e os motivos do crime estão sendo investigados. A arma particular do policial penal foi encontrada no apartamento e recolhida.
A Polícia Civil disse que a perícia esteve no imóvel e realizou a coleta de elementos para auxiliar na investigação. Os corpos vão passar por exames, e o órgão aguarda a conclusão dos laudos para confirmar as causas das mortes.
Sejusp lamenta caso
Em nota, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) lamentou o caso e informou que o Departamento Penitenciário está à disposição para auxiliar a Polícia Civil na investigação do caso.
Ainda nas redes sociais, o Sindicato de Policiais Penais de Minas Gerais (Sindppen) manifestou pesar pela servidora, que atuou por 18 anos como policial penal.
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