Inquérito apurou irregularidades envolvendo apropriação indevida de dinheiro ou bens do estado entre 2013 e 2016
Inquérito policial apurou irregularidades na Câmara Municipal de João Pinheiro entre 2013 e 2016 – Foto: Divulgação / Câmara Municipal de João Pinheiro
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) indiciou 12 ex-vereadores da cidade de João Pinheiro, região Noroeste do estado, por peculato. O crime ocorre quando há apropriação de dinheiro ou bens do estado por funcionário público em benefício próprio. O inquérito policial apurou irregularidades na Câmara Municipal da cidade entre 2013 e 2016. Os nomes dos ex-parlamentares não foram divulgados.
Conforme a PCMG, as investigações tiveram início no ano passado, a partir de uma requisição do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). O órgão apontou possíveis desvios na utilização de verbas indenizatórias. Além disso, uma auditoria feita pelo Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) identificou prejuízos significativos aos cofres públicos. De acordo com a Polícia Civil, houve gastos injustificados relacionados a abastecimento de veículos, viagens e auxílios financeiros.
Ainda segundo a corporação, alguns dos investigados permaneceram em silêncio durante os depoimentos, enquanto outros alegaram que os gastos estavam amparados por uma resolução da Casa Legislativa.
Por meio da PCMG, o delegado responsável pelo caso, Danniel Pedro Lima de Araújo, destacou que as apurações constataram que não havia controle adequado sobre as despesas, o que permitia o uso indevido dos recursos públicos.
“Documentos, notas fiscais e relatórios de viagens foram apreendidos e analisados, evidenciando que parte dos gastos não possuía justificativa plausível”, disse.
O inquérito contou com a colaboração do Ministério Público e do TCE-MG. O material probatório foi encaminhado à Justiça para as demais providências.
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