
Uma força-tarefa das forças de segurança de Minas Gerais deflagrou, na manhã desta sexta-feira (26), a Operação Armadura, com o objetivo de desarticular um grupo ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) investigado por planejar atentados contra policiais militares que atuam na região do Triângulo Mineiro.
As ações ocorreram simultaneamente em Uberlândia e Araguari, onde foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça. A operação é resultado de uma investigação conduzida por órgãos de inteligência e instituições responsáveis pelo combate ao crime organizado.
De acordo com os investigadores, o suposto plano criminoso teria surgido como resposta ao trabalho desenvolvido pelas forças de segurança no enfrentamento às organizações criminosas instaladas em Araguari. A cidade tem registrado uma disputa violenta entre integrantes do PCC e do Comando Vermelho (CV), conflito que vem motivando uma série de crimes e ações policiais nos últimos meses.
Entre os episódios relacionados à investigação está o homicídio de um adolescente de 16 anos, morto a tiros em fevereiro deste ano nas proximidades de um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI), no bairro Novo Horizonte. Conforme as apurações, o crime teria ligação com a disputa entre as duas facções.
Durante as investigações desse caso, testemunhas relataram que o jovem vinha sofrendo ameaças em razão de sua aproximação com integrantes do PCC, informação que contribuiu para ampliar o monitoramento sobre a atuação dos grupos criminosos na região.
Para cumprir as ordens judiciais, a operação mobilizou equipes da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). As diligências também contaram com o apoio de um helicóptero do Batalhão de Radiopatrulhamento Aéreo (Btl RPAer), utilizado no monitoramento das áreas-alvo.
Ao todo, participaram da ofensiva cerca de 50 policiais militares da 9ª Companhia Independente de Policiamento Especializado, além de policiais civis da 4ª Delegacia Regional de Araguari e do 9º Departamento de Polícia Civil, policiais penais da 9ª Região Integrada de Segurança Pública e integrantes do Ministério Público.
Segundo o MPMG, as investigações continuam em andamento e novas diligências poderão ser realizadas para identificar outros integrantes da organização criminosa. O balanço final da operação ainda está sendo consolidado pelas autoridades.
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