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Modificado, Cruzeiro joga mal e empata no Equador em estreia na Sul-Americana

Clube mineiro visitou a Universidad Católica em meio à decisão pelo título do estadual

Jogo foi disputado no vazio Estádio Olímpico Atahualpa - Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Jogo foi disputado no vazio Estádio Olímpico Atahualpa — Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

Com um time mesclado entre jogadores considerados titulares e reservas, o Cruzeiro não deu ‘liga’, jogou mal e empatou sem gols com a Universidad Católica, no Equador, na noite desta quinta-feira (4/4). Pelo nível técnico dos adversários, sensação é que a vitória seria possível nesta primeira rodada da fase de grupos da Sul-Americana, mas pelo jogo, a Raposa não ficou longe de uma derrota.

Em campo, um formação bem modificada em comparação ao que a torcida está acostumada a ver neste ano para a preservação física dos atletas, que têm uma disputa por título estadual pela frente e uma sequência desgastante de partidas a seguir. Além de Dinenno e Arthur, que ficaram no Brasil, João Marcelo, Marlon, Lucas Silva, Romero e Matheus Pereira começaram o confronto no banco de reservas.

Por outro lado, ganharam oportunidade jogadores que não atuam tanto, como Machado, Ramiro e Barreal, que fez dupla de ataque com Rafael Elias. Na etapa final, quando até o empate sem gols estava ameaçado, Nico resolveu colocar em campo de uma vez só Pereira, Romero e Marlon, como um ala.

Com esse resultado, o Cruzeiro fica em 2º lugar no Grupo B, com 1 ponto, atrás do Unión La Calera, com 3, que venceu o Alianza Petrolera por 1 a 0 na última madrugada. Nesta competição, apenas o 1º colocado avança diretamente às oitavas de final; o 2º disputa um playoff com clubes que vêm Copa Libertadores.

Preocupação?

Quando o duelo se encaminhava para o final, o zagueiro Zé Ivaldo fez uma falta e acabou recebendo cartão amarelo, algo nada raro nesta temporada. Em seguida, ele sentiu uma lesão muscular na coxa esquerda, precisando ser substituído — e saiu de campo irritado.

O jogo

O início do primeiro tempo foi de Cruzeiro com a bola a maioria do tempo, mas os equatorianos conseguiam se postar bem na defesa e ter as melhores chances para abrir o placar. O goleiro Rafael Cabral teve trabalho para defender a meta, enquanto a trave também ajudou.

No ataque, a Raposa tentava jogadas tanto pelo lado direito, com William, quanto pelo esquerdo, com Barreal, enquanto Vital auxiliava pelo meio, mas a eficiência não foi boa. A melhor chance foi com Cifuentes, num chute fraco na entrada da área, que poderia ter saído bem melhor.

No segundo tempo, a Universidad Católica passou a dominar mais o jogo, indo com mais afinco e perigo ao ataque. Com diversas chances criadas e, e novamente, uma bola na trave, faziam os mandantes estarem mais perto do gol e a criarem mais temor na China Azul.

Com o perigo, Larcamón resolveu promover alterações na equipe, mal até então. Elas fizeram com que o jogo voltasse a ficar equilibrado, sem superioridade para o Cruzeiro — e as chances claras continuaram quase inexistentes.

Futuro

A volta da final do Campeonato Mineiro, diante do Atlético, será no domingo (7/4), às 15h30, no Mineirão. Após o clássico decisivo, o Cruzeiro volta a campo pela segunda rodada da Sul-Americana: em Belo Horizonte, o adversário será o Alianza Petrolera, da Colômbia, na quinta-feira (11/4), às 21h.

O quê: Universidad Católica-EQU 0 × 0 Cruzeiro

Quando: quinta-feira, 4 de abril de 2024, às 21h (de Brasília)

Motivo: 1ª rodada do Grupo B da Copa Sul-Americana

Onde: Estádio Olímpico Atahualpa, em Quito, no Equador

Universidad Católica: Rafael Romo; Gregori Anangonó, Fausto Grillo, Gustavo Vallecilla e Layan Loor; Facundo Martínez (Mauro Díaz), Kevin Minda, Ismael Díaz e Luciano Nieto; Kevin Quevedo (Arón Rodríguez) e Jhon Jairo Cifuente (José Fajardo). Técnico: Jorge Célico

Cruzeiro: Rafael Cabral; William, Zé Ivaldo (João Marcelo), Neris e Lucas Villalba; Ramiro (Lucas Romero), Filipe Machado, José Cifuentes e Mateus Vital (Matheus Pereira); Álvaro Barreal (Marlon) e Rafael Elias (Rafa Silva). Técnico: Nicolás Larcamón

Arbitragem: Angel Arteaga (VEN); Lubin Torrealba (VEN) e Alberto Ponte (VEN). VAR: Juan Lopez (PAR)

Cartões amarelos: Facundo Martínez (UCA); Zé Ivaldo (CRU)

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