Valor já representa cerca de 7% de toda a arrecadação nacional e Brasil deve ultrapassar a marca de R$ 2 trilhões em tributos ainda neste mês

Os contribuintes de Minas Gerais já desembolsaram mais de R$ 145,5 bilhões em impostos, taxas e contribuições somente nos primeiros seis meses de 2026. O montante corresponde a aproximadamente 7% de toda a arrecadação nacional, que deverá superar a marca de R$ 2 trilhões ainda neste mês, segundo dados do Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).
O levantamento considera os tributos recolhidos pelos governos federal, estadual e municipal, incluindo impostos, taxas, contribuições, multas, juros e correção monetária. Entre as principais fontes de arrecadação estão o ICMS, Imposto de Renda (IR), IPVA, IPTU, contribuições previdenciárias e tributos incidentes sobre operações de comércio exterior.
Na comparação com o mesmo período de 2025, Minas Gerais registrou um crescimento de aproximadamente R$ 4,5 bilhões na arrecadação. No ano passado, o total recolhido no primeiro semestre foi de cerca de R$ 141 bilhões. Já em nível nacional, a marca de R$ 2 trilhões será alcançada cerca de seis dias antes do registrado em 2025, indicando aceleração no ritmo de arrecadação.
Segundo análise do economista Ulisses Gamboa, do Instituto de Economia Gastão Vidigal (IEGV), o avanço é resultado da combinação entre o aquecimento da atividade econômica e a inflação. Como grande parte dos tributos incide sobre preços de bens e serviços, a elevação dos preços amplia automaticamente a arrecadação pública.
Além do crescimento da economia, mudanças tributárias implementadas nos últimos anos também contribuíram para elevar a receita pública. Entre elas estão a tributação de fundos exclusivos e offshores, alterações nas regras para subvenções estaduais, a retomada da cobrança de tributos sobre combustíveis, a reoneração da folha de pagamentos, mudanças no IOF, aumento da tributação sobre juros sobre capital próprio e a incidência de impostos sobre apostas esportivas.
Gastos públicos seguem acima da arrecadação
Apesar da arrecadação crescente, especialistas alertam que o aumento das receitas não tem sido suficiente para acompanhar o ritmo das despesas públicas.
Dados apresentados pela ACSP mostram que, enquanto a arrecadação nacional caminha para R$ 2 trilhões neste primeiro semestre, os gastos públicos já se aproximam de R$ 2,7 trilhões. Para representantes do setor empresarial, o cenário reforça o desafio do equilíbrio das contas públicas e mantém elevada a pressão tributária sobre empresas e consumidores.
Siga nossas páginas nas redes sociais: @AconteceSacramento, @AconteceUberaba, @AconteceUberlandia, @AconteceAraxa, @AconteceIbia e @AconteceMinasGerais.
_____________________________________________
Participe do canal da Rede Acontece Minas Gerais no WhatsApp e receba as principais notícias do dia direto no seu celular. Clique aqui e inscreva-se.