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Lula volta a criticar Bolsonaro e faz homenagem a crianças órfãs da Covid-19

O presidente da República participou da 12ª Conferência Nacional dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes, em Brasília, e também falou da situação na Faixa de Gaza

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) particou da 12ª Conferência Nacional dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes nesta quarta-feira (3) - Foto: O TEMPO Brasília/Gabriela Oliva

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) particou da 12ª Conferência Nacional dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes nesta quarta-feira (3) — Foto: O TEMPO

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), voltou a fazer críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a 12ª Conferência Nacional dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes (12ª CNDCA), nesta quarta-feira (3), em Brasília (DF). O presidente não seguiu a orientação da Secretaria de Comunicação do governo para que os discursos tenham um tom mais pacífico.  

Segundo ele, as crianças ficaram órfãs devido à Covid-19 não porque a doença não tinha cura, mas “porque tivemos alguém muito irresponsável” na Presidência da República.

“Quarenta mil crianças ficaram órfãs de pai e mãe. Ficaram órfãs não porque a doença não tinha cura, mas porque tivemos alguém muito irresponsável que pensava que governava este país. Dedicamos este encontro a algumas pessoas que não puderam estar entre nós”, ressaltou. 

Na agenda oficial, o presidente pediu uma fotografia em homenagem às crianças e solicitou que os presentes levantassem as mãos. Além disso, ele retomou suas críticas à situação na Faixa de Gaza em decorrência da guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas.

“Esse levantar de mãos é uma demonstração da nossa solidariedade a quase 700 mil pessoas que vão dormir sem ter um copo de leite e um pão para comer. Aos 40 mil que perderam os pais por causa da Covid. Doze milhões e 300 mil crianças que morreram na Faixa de Gaza, em uma guerra contra a humanidade. Não podemos perder o direito de nos indignarmos. Quando tudo cai na normalidade e a gente não se indigna com nada, significa que algo está errado com nosso comportamento”, concluiu. 

Lula parece ter se equivocado nos dados. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), nos quatro primeiros meses do conflito em Gaza, houve a perda de 12.300 vidas infantis.

Críticas a puxa-sacos
 
“Não tenham medo em reivindicar, não tenham receio de expressar suas opiniões, não hesitem em nos dizer a verdade”, incentivou Lula durante o evento.

“Nós que somos políticos temos que aprender que muitas vezes as pessoas nos darem bronca é melhor do que ter um bando de puxa-saco ao nosso redor”, enfatizou. ( Fonte: O Tempo )

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