
Uma idosa de 63 anos foi vítima de um golpe que resultou em um prejuízo superior a R$ 22 mil em Uberaba, no Triângulo Mineiro. O crime foi registrado na sexta-feira (9) e veio à tona após a filha da vítima desconfiar da oferta de doação de cestas básicas.
Segundo a Polícia Militar, os criminosos entraram em contato com a idosa oferecendo doações mensais de alimentos, mas afirmaram que precisavam de seus dados pessoais para concluir um suposto cadastro. Três pessoas chegaram a ir até a casa da vítima no dia 7 de janeiro, dizendo que retornariam dois dias depois para entregar mais mantimentos.
Desconfiada da situação, a família acionou a polícia. Quando os militares chegaram ao endereço, um veículo suspeito deixou o local em alta velocidade. Dentro da residência, um homem de 28 anos e uma mulher de 21 anos foram encontrados e presos em flagrante enquanto tentavam realizar novos empréstimos bancários no nome da idosa.
De acordo com a PM, os dois suspeitos confessaram o golpe. Eles relataram que recebiam dados pessoais de vítimas — como nomes, telefones e endereços — de um terceiro envolvido. Com essas informações, entravam em contato oferecendo a doação de cestas básicas e solicitavam o reconhecimento facial, alegando que seria para a confecção de uma carteira de identificação.
No caso da idosa, os golpistas conseguiram abrir uma conta bancária em nome dela e contratar três empréstimos, que juntos somam R$ 22.087,46:
- R$ 2.257,94
- R$ 9.914,76
- R$ 9.914,76
Segundo os presos, os valores seriam usados para pagar boletos enviados pelo homem responsável por repassar os dados das vítimas.
O carro utilizado por um dos suspeitos na fuga foi encontrado abandonado na Rua Júlio Bota. A polícia apurou que o veículo havia sido alugado em uma locadora no Rio de Janeiro, no nome do homem que fornecia as informações das vítimas. Um quarto envolvido, um homem de 49 anos, que dirigia o veículo, ainda é procurado.
Em nota, a Polícia Civil informou que os dois presos tiveram as detenções ratificadas e foram encaminhados ao sistema prisional. Um inquérito policial foi instaurado para aprofundar as investigações.
Os suspeitos responderão pelos crimes de estelionato e associação criminosa. Celulares apreendidos durante a operação serão analisados para identificar outras possíveis vítimas e integrantes do esquema.
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