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Estudante que fingia ser veterinário é condenado a mais de 14 anos de prisão em Uberaba

Condenação foi divulgada na segunda-feira (6). Homem de 37 anos, foi condenado por crimes envolvendo maus-tratos a animais, fraudes, falsidade ideológica e outros crimes que ocorreram em Uberaba, no Triângulo Mineiro.

Lola morreu na clínica de Diego — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Homem de 37 anos, que atuava ilegalmente como médico veterinário em Uberaba, no Triângulo Mineiro, foi condenado a mais de 14 anos de prisão por crimes envolvendo maus-tratos a animais, alguns com morte, além de fraudes, falsidade ideológica e outros crimes. A condenação foi divulgada na segunda-feira (6).

De acordo com a decisão, Homem foi condenado a 11 anos e 9 meses de reclusão, além de 3 anos, 6 meses e 25 dias de detenção e 4 meses de prisão simples, além de pagamento de multa. A Justiça também determinou que ele não poderá recorrer em liberdade.

🔍 A reclusão é aplicada aos crimes mais graves e pode começar em regime fechado; a detenção é usada para crimes de menor gravidade, geralmente cumprida em regime semiaberto ou aberto; já a prisão simples é destinada a contravenções penais, que são infrações mais leves, e costuma ser cumprida em condições mais brandas.

Em nota, o advogado do culpado, afirmou que em relação a alguns dos crimes imputados, ele foi absolvido. Quanto às condenações que foram mantidas, a defesa informou que irá interpor recurso de apelação, com o objetivo de reverter a decisão e buscar o reconhecimento da inocência do réu.

Falso veterinário

Segundo a Polícia Civil, homem se apresentava como profissional habilitado, mas ainda cursava o 5º período de Medicina Veterinária. A investigação começou após denúncia relacionada à morte de Lola, uma cadela da raça Pug, que foi atendida por ele.

Após descobrirem que o estudante não tinha registro profissional, os tutores do animal, Sofia e Douglas, cobraram explicações sobre a conduta. Desde então, conforme a Polícia Civil, homem passou a ameaçá-los para tentar intimidar e dificultar o andamento das investigações.

“Com as intimidações constantes, meu marido foi diagnosticado com estresse pós-traumático. Ele precisa andar com uma tag porque por diversas vezes saia na rua procurando pela Lola e no fim não sabia como voltar”, relatou Sofia.

Além do exercício ilegal da profissão, a polícia aponta que o investigado também comercializava de forma irregular um plano de saúde para pets e constrangia pessoas ligadas à investigação. Em uma dessas ações, ele divulgou vídeos que mostravam o ex-sócio da clínica em situações de maus-tratos a animais.

Cadela morreu na clínica

Lola morreu na clínica de Diego — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Lola morreu na clínica — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Homem começou a ser investigado após a morte de Lola, atendida em sua clínica no fim de abril de 2025. O caso levou à atuação da Polícia Militar (PM) e uma investigação da Polícia Civil foi aberta pela suspeita de exercício ilegal da profissão.

Segundo o boletim de ocorrência, Sofia contou que o animal apresentava diarreia com sangue e vômitos. Sem conseguir contato com o veterinário de confiança, ela recebeu o telefone de homem por meio de uma amiga, acreditando que ele era médico-veterinário.

O suspeito se apresentou como profissional habilitado, indo até a residência, examinando a cadela e levando o animal para uma clínica, onde afirmou que faria exames e a internaria.

Ainda conforme o relato, homem atualizou o estado de saúde da cadela durante o fim de semana, até informar, por volta das 18h13 de domingo, que ela havia morrido. Após a morte, chegaram a conversar sobre o destino do corpo, incluindo a possibilidade de necropsia, que o dono da clínica teria dito pagar com recursos próprios.

A situação mudou quando a tutora contatou um veterinário que já atendia o animal e foi informada por ele que o homem não era profissional habilitado. Ao ser confrontado, o suspeito negou ser veterinário, o que levou à comunicação à polícia.

À época, a PM recebeu conversas, áudios e comprovante de pagamento de R$ 1.200 pelo atendimento, valor enviado via Pix para a conta da mãe do suspeito.

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