Senador terá Luís Eduardo Falcão como candidato a vice; chapa reúne Republicanos e Podemos e apoia Marcelo Aro para o Senado

O senador Cleitinho Azevedo teve a candidatura ao Governo de Minas Gerais oficializada pelo Republicanos nesta sexta-feira (14), com o registro da ata da convenção partidária no Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG).
Para compor a chapa majoritária, o partido confirmou o ex-prefeito de Patos de Minas Luís Eduardo Falcão como candidato a vice-governador. A candidatura será apresentada pela coligação “Minas é do Povo”, formada por Republicanos e Podemos.
A aliança decidiu não lançar candidato próprio ao Senado. Os partidos declararam apoio ao ex-secretário de Estado Marcelo Aro (PP) para uma das vagas em disputa.
Registro pode ser questionado na Justiça Eleitoral
Apesar da formalização da chapa, a candidatura de Cleitinho poderá enfrentar questionamentos jurídicos durante o processo eleitoral.
Segundo informações divulgadas pelo portal O Fator, partidos adversários avaliam apresentar uma eventual ação de impugnação do registro. A discussão estaria relacionada à forma como o Republicanos conduziu a definição da chapa majoritária durante suas convenções.
O possível questionamento envolve regras previstas na Lei das Eleições e na Resolução nº 23.609 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que estabelecem procedimentos para escolha e registro de candidaturas.
Partido defende legalidade da candidatura
A controvérsia está relacionada a atas anteriores do Republicanos. Em três documentos, segundo as informações apresentadas, não havia indicação formal dos nomes que disputariam os cargos de governador e vice-governador. As atas também teriam concedido poderes amplos à direção estadual para concluir a definição da chapa.
A assessoria jurídica do Republicanos em Minas Gerais, porém, sustenta que o procedimento adotado está dentro das regras eleitorais. De acordo com o partido, as convenções autorizaram a Executiva Estadual a definir candidaturas, alianças e respectivos registros dentro do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral.
O prazo para o registro das candidaturas termina neste 15 de agosto, conforme o calendário eleitoral.
A eventual apresentação de questionamentos e sua análise caberão à Justiça Eleitoral, que poderá avaliar a regularidade do registro e da documentação apresentada pelo partido.
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