Chuvas fortes colocam maior parte do país sob alerta de ‘risco potencial’, de acordo com Inmet

Fortes chuvas são esperadas em BH neste fim de semana — Foto: Ramon Bitencourt / O TEMPO
O ciclone extratropical que vai atravessar o Sul do país neste Natal não deve alcançar Minas Gerais. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) diz que o ciclone irá se formar na fronteira entre Brasil e Uruguai, no Rio Grande do Sul, e vai seguir para o oceano. Porém, a movimentação de ventos e a passagem pelo litoral do Sudeste devem criar ‘instabilidades’ e provocar chuvas fortes em diversas regiões mineiras, incluindo a Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Por causa disso o Inmet divulgou um alerta de ‘Perigo Potencial’ para toda Minas Gerais, com expectativa de chuvas fortes até 12h desta segunda-feira (25). O instituto prevê chuvas entre 20mm e 50 mm no dia, ventos intensos de até 60 km/h e risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas.
Na capital mineira, a Defesa Civil emitiu um alerta para ‘pancadas de chuva com raios e rajadas de vento’, que podem ocorrer até às 8h desta segunda-feira, dia de Natal. O órgão recomenda alguns cuidados para os belorizontinos e moradores de regiões afetadas pelas pancadas de chuva.
Frente fria
O meteorologista Ruibran dos Reis, do Instituto ClimaTempo, diz que a partir de quarta-feira (27), após a passagem do ciclone extratropical pelo país, uma frente fria deve chegar à Minas Gerais e provocar chuvas em todo o território mineiro.
“Esse sistema (ciclone) vai se afastar do continente e vai dar origem a uma frente fria que vai chegar na quarta. A partir de quarta-feira, essas chuvas fortes chegam ao Sul do Estado e, já na quinta-feira, chega em Belo Horizonte. Inclusive, essa chuva deve chegar forte até o Norte e Nordeste de Minas na virada de ano e início de janeiro”, destaca.
Risco geológico
Em Belo Horizonte, por causa das chuvas intensas das últimas horas, a Defesa Civil emitiu um alerta de risco geológico moderado para a região Centro Sul da capital.
De acordo com o órgão o solo de encostas está com excesso de água, o que aumenta o risco de desmoronamentos de terrenos. Por isso, moradores da região devem ficar atentos a sinais como surgimento ou aumento de rachaduras em estruturas; trincas no chão; portas e janelas emperrando; ou inclinação de postes e árvores, por exemplo, são situações que podem ajudar a antecipar quedas de barrancos.