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Chuva de meteoros Eta-Aquáridas e microlua prometem espetáculo nos céus de maio

A chuva de meteoros Eta Aquáridas vem da poeira deixada pelo cometa Halley. O pico das estrelas cadentes será nos dias 5 e 6 de maio. – Foto: Belish/Shutterstock

O mês de maio reserva aos moradores de Uberaba e região uma das mais intensas chuvas de meteoros do ano, além de alinhamentos planetários e uma microlua. 

O destaque vai para a chuva de meteoros Eta-Aquáridas, que atingirá seu pico entre a noite de 5 e a madrugada de 6 de maio. A previsão é de até 50 meteoros por hora — quase um por minuto — visíveis a olho nu, desde que o céu esteja limpo e livre de poluição luminosa. O fenômeno é ainda mais especial por ser causado por fragmentos deixados pelo cometa Halley. 


Para observar em Uberaba, recomenda-se buscar a constelação de Aquário, voltada para o leste, a partir das 2h da manhã do dia 6. Escolher um local escuro, longe das luzes da cidade, aumenta significativamente as chances de uma boa visualização. 

Maio também trará encontros celestes entre a Lua e alguns planetas, que ajudam a identificá-los no céu. No dia 3, Marte aparecerá próximo à Lua. No dia 22, será a vez de Saturno se alinhar com o satélite natural, seguido por Vênus na noite do dia 23. 

Outro fenômeno que poderá ser observado é a chamada “microlua cheia”, que ocorrerá no dia 12. Nessa data, a Lua estará em seu ponto mais distante da Terra durante a fase cheia, fazendo com que pareça cerca de 5% menor e 10% menos brilhante do que o normal. 

As melhores chuvas de meteoros para ver a partir do Brasil

De Cicco destaca cinco fenômenos do tipo que são interessantes de observar a partir da perspectiva do Hemisfério Sul e do Brasil.

Veja abaixo a lista com as datas em que esses fenômenos vão ocorrer em 2025:

  • Eta-Aquáridas: de 19 de abril a 28 de maio (o pico da chuva será em 5 de maio)
  • Delta-Aquáridas do Sul: de 12 de julho a 23 de agosto (pico em 30 de julho)
  • Oriônidas: de 2 de outubro a 7 de novembro (pico em 20 de outubro)
  • Leônidas: de 6 a 30 de novembro (pico em 17 de novembro)
  • Geminídeas: de 4 a 17 de dezembro (pico em 13 de dezembro)

Os nomes dessas chuvas estão relacionados ao radiante, ou ao lugar onde essas chuvas de meteoros parecem “brotar” no céu.

As Eta e a Delta Aquáridas, por exemplo, começam a partir da região onde fica a constelação de Aquário. As Oriônidas a partir de Orion, as Leônidas a partir de Leão, e assim por diante.

Mas isso não quer dizer que essas chuvas tenham algo a ver com essas estrelas (que, aliás, estão há muitos anos-luz de distância do Sistema Solar e do rastro dos cometas).

Esse é só um sistema que ajuda astrônomos profissionais e amadores a classificar e identificar esses fenômenos.

Em condições ideais — sem poluição luminosa e com céu claro — algumas dessas chuvas devem ter dezenas ou até mais de uma centena de meteoros por hora.

A previsão é que a Eta-Aquáridas tenha 50 meteoros/hora em seu pico, por exemplo.

Você pode acessar a tabela completa de todas as chuvas previstas para o ano nos sites do projeto Exoss ou da Organização Mundial de Meteoros.

Há outros eventos do tipo que são bem famosos, como é o caso das Perseidas ou das Líridas.

Mas De Cicco explica que elas ficam mais visíveis a partir do Hemisfério Norte — no Sul, é até possível observar uma parte delas, mas em alguns desses casos a posição do radiante fica mais próximo do horizonte, então uma parte do evento não aparece nos céus dessa região do globo.

Dicas para observar as chuvas de meteoros

“A primeira coisa que eu diria é: vá para um lugar escuro”, sugere Signorini Gonçalves.

A poluição luminosa das grandes cidades pode diminuir o contraste do céu e dificultar a visualização desse fenômeno.

“O ideal é ficar afastado do centro urbano, em geral num parque ou no alto de uma montanha, onde você terá uma visão bem ampla do céu, sem obstáculos que bloqueiam a visão”, complementa o astrônomo.

Algo que pode atrapalhar aqui é a fase da Lua. Se ela estiver cheia e brilhosa, pode ser que a chuva de meteoros não fique tão fácil de ver.

Mas qual a melhor hora para ver o fenômeno — e para onde olhar?

Os especialistas indicam fazer a observação durante a madrugada, quando fica bem escuro.

“Eu diria que a faixa entre a meia noite até o nascer do Sol é o momento em que você consegue assistir a entrada dos meteoros”, diz De Cicco.

Como a chuva de meteoros rasga o céu, geralmente é possível observar esse fenômeno se desenrolar em detalhes.

Mas o ideal é que você mire a visão (ou a câmera, caso deseje tirar fotos) ao menos na direção da constelação onde o evento começa.

Para fazer isso, a melhor coisa é ter em mãos algum aplicativo de celular especializado em astronomia, que faz um mapa do céu e identifica as estrelas que aparecem de acordo com sua localização geográfica.

“Daí é só sentar-se numa cadeira e apreciar”, sugere De Cicco.

“Especialmente nos meses mais frios de outono e inverno, vale sempre estar agasalhado e levar uma coberta, já que a temperatura cai bem durante a noite”, conclui o astrônomo.

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