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Câmeras usadas pelo tráfico para monitorar ação da polícia são retiradas de postes em Uberlândia

Equipamentos estavam instalados irregularmente em vias públicas dos bairros Lagoinha e Saraiva e, segundo a Polícia Militar, faziam parte de um sistema de vigilância paralelo utilizado por criminosos.

As câmeras estavam instaladas sem autorização em postes de energia e outros espaços públicos — Foto: PM/Divulgação
As câmeras estavam instaladas sem autorização em postes de energia e outros espaços públicos — Foto: PM/Divulgação

Um total de 21 câmeras de monitoramento instaladas irregularmente em postes e outros locais públicos foram removidas nesta quarta-feira (8) nos bairros Lagoinha e Saraiva, em Uberlândia. Segundo a Polícia Militar (PM), os equipamentos eram utilizados como um sistema de vigilância pelo tráfico de drogas para antecipar a aproximação de viaturas policiais e monitorar a movimentação nas regiões.

A ação fez parte da operação ‘Cerco Fechado’ e foi realizada pelo 17º Batalhão da PM, em conjunto com a Secretaria Municipal de Segurança Integrada, a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos e a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig).

De acordo com a PM, a retirada das câmeras integra uma estratégia de retomada de território e de combate à atuação de organizações criminosas. Conforme a corporação, esse tipo de monitoramento clandestino permite que integrantes do tráfico acompanhem, em tempo real, a movimentação de policiais e adotem medidas para dificultar abordagens e operações.

As câmeras estavam instaladas sem autorização em postes de energia e outros espaços públicos. Ao todo, 21 equipamentos foram recolhidos durante a operação.

Instalação depende de autorização

A PM informou que a remoção foi realizada com base na Lei Municipal nº 14.698/2026, que estabelece que a instalação de câmeras de segurança em locais públicos depende de autorização prévia da Secretaria Municipal de Segurança Integrada.

A legislação prevê, para equipamentos instalados de forma irregular, medidas como desinstalação, apreensão, destruição dos dispositivos e aplicação de multa.

Segundo a PM, a operação foi conduzida pelas secretarias municipais e pela Cemig, enquanto os militares garantiram a segurança da ação.

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