Deputados usam alta da EPR como estopim e cobram explicações sobre R$ 5,8 bilhões em obras prometidas para a região.

O reajuste que pesou no bolso do motorista no Triângulo Mineiro virou combustível para uma ofensiva política em Belo Horizonte. A tarifa de pedágio da concessionária EPR Triângulo subiu para R$ 13,30 para automóveis, caminhonetes e furgões, um aumento de R$ 1,82 sobre o valor anterior de R$ 11,48. A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) colocou o governo de Romeu Zema (Novo) na linha de fogo.
Um requerimento da Comissão de Transporte, engavetado desde 2023, voltou à pauta e deve ser votado. A movimentação revela que a insatisfação estava represada e encontrou no aumento da tarifa o gatilho para avançar.
Tarifa mais cara, impacto em todas as categorias
O reajuste não atinge apenas veículos de passeio. Caminhões e ônibus também tiveram alta expressiva. Com a nova tabela válida desde 22 de outubro de 2024, veículos de duas rodas pagam R$ 6,65, enquanto um caminhão de nove eixos com rodagem dupla desembolsa R$ 119,70. O maior valor é para caminhões de dez eixos, que pagam R$ 133,00. Veja os principais valores:
- Automóvel, caminhonete e furgão: R$ 13,30
- Motocicletas, motonetas e similares: R$ 6,65
- Caminhão leve, ônibus e furgão (rodagem dupla): R$ 26,60
- Caminhão com reboque (8 eixos, rodagem dupla): R$ 106,40
- Caminhão com reboque (10 eixos, rodagem dupla): R$ 133,00
O ponto central da pressão é a falta de clareza sobre a base de cálculo do reajuste. O requerimento nº 4.498/2023 exige que a Secretaria de Estado de Infraestrutura detalhe quais critérios permitiram à concessionária aplicar o novo valor.
Parlamentares questionam como autorizaram a alta sem apresentar à população os investimentos prometidos. A cobrança recai sobre o Executivo, responsável por fiscalizar o contrato que impacta diretamente cidades como Uberlândia e Patrocínio.
O destino dos R$ 5,8 bilhões
O debate sobre o pedágio abriu espaço para uma cobrança maior: onde estão os R$ 5,8 bilhões anunciados para obras viárias na região? A ausência de cronogramas e projetos detalhados deixa um vácuo de informações que o Legislativo agora tenta preencher sob pressão.
O recado é claro: mesmo com uma base aliada, o governo Zema enfrentará resistência para manter temas como pedágios e grandes obras longe da opinião pública. ( Fonte: Regionalzão )
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