
Uma operação da Polícia Civil de Minas Gerais resultou no resgate de 48 galos vítimas de maus-tratos em uma rinha clandestina localizada no bairro Santo Antônio, em Araxá. A ação ocorreu nesta semana, após uma denúncia anônima.
Segundo informações da corporação, os policiais ouviram o barulho dos animais ainda da rua e conseguiram autorização para entrar no imóvel. A entrada foi autorizada por um vizinho, que se identificou como tio do proprietário e liberou o acesso após conversar por telefone com o dono dos animais.
No interior do imóvel, os investigadores se depararam com um ambiente insalubre, pequeno, sem iluminação e ventilação, onde havia ração espalhada, resquícios de sangue, dejetos de animais e até mesmo uma camiseta suja de sangue. Os galos, muitos deles com ferimentos compatíveis com rinhas anteriores, estavam presos em pequenas gaiolas, em evidente situação de maus-tratos.
Além dos animais, foram apreendidos diversos materiais utilizados nas competições ilegais, como medicamentos, tesouras cirúrgicas, esporas plásticas e biqueiras – todos típicos de rinhas de galo.
Responsabilização
O proprietário dos galos, um homem de 36 anos, foi localizado e admitiu a prática da rinha. Ele foi ouvido pelos investigadores e liberado em seguida, já que o crime de maus-tratos a animais, previsto no Artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98), não prevê prisão em flagrante automática.
Os 48 animais foram encaminhados a um depositário fiel, responsável pela guarda dos galos, até que possam ser definitivamente retirados do ambiente de maus-tratos.
A Polícia Civil segue investigando o caso e alerta que a denúncia da população é fundamental para o combate a esse tipo de crime, que fere a legislação ambiental e causa intenso sofrimento aos animais envolvidos.
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