Time foi multado e perdeu mando de campo por uma partida, mas já cumpriu punição durante a competição
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O Uberaba foi multado em R$ 2 mil e punido com a perda de mando de campo por uma partida pela invasão de campo ocorrida na partida contra o Patrocinense pela 8ª rodada do Módulo 2 do Campeonato Mineiro. O clube havia sido absolvido pelo Tribunal de Justiça Desportiva de Minas Gerais na primeira instância, mas a Promotoria do TJD-MG recorreu ao Pleno do Supremo Tribunal de Justiça Desportiva, que determinou a pena.
O jogo foi encerrado antes do tempo por causa da confusão. A briga ocorreu depois de o time visitante marcar o gol da vitória por 1 a 0 aos 45 minutos do segundo tempo.
Como o Colorado atuou sem torcida no Parque do Sabiá, em Uberlândia, no jogo seguinte contra o Mamoré, o time já cumpriu essa parte da punição e poderá mandar os jogos no Uberabão em 2026 após a quitação da multa.
Em nota publicada em uma rede social, o Uberaba informou que “o histórico de reincidências do clube em casos de tumulto/invasão/arremesso de objetos, a ausência de identificação dos infratores, a paralisação da partida, os objetos arremessados e a falta de colaboração da segurança e da PM” pesaram contra o clube.
Ainda conforme o comunicado do Zebu, a reputação do USC no tribunal foi “comprometida” por conta da confusão, e o time deve reforçar a segurança no estádio na próxima temporada. Veja o posicionamento na íntegra mais abaixo.
“Chutes e pontapés”
Segundo a súmula assinada pelo árbitro Daniel da Cunha Oliveira Filho, logo após o gol do Patrocinense, “foram arremessados vindo em direção da torcida do Uberaba Sport Club diversos copos contendo líquidos, baquetas e garrafas pet em direção ao banco de suplentes da equipe visitante e dentro do campo de jogo”.
O relato prossegue e comunica que “três torcedores com camiseta e calça da equipe mandante invadiu (sic) o campo de jogo e partiram em direção dos jogadores da equipe do C.A. Patrocinense” com “chutes e pontapés”.
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Súmula de Uberaba x Patrocinense relata problemas no Uberabão — Foto: Reprodução/FMF
O árbitro informou também que até o fechamento da súmula “não foi apresentado boletim de ocorrência identificando os torcedores invasores”.
Por fim, Daniel da Cunha Oliveira Filho explicou porque não retomou a partida após a paralisação. Ele registrou que “durante a confusão generalizada o delegado da partida Olavo Guilherme repassou para a equipe de arbitragem que o Capitão Hugo Sobreira, da 147° Cia. Tático Móvel da PM, não garantia segurança para a continuidade da partida”. Desta forma, o jogo foi encerrado “por falta de segurança”.
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Polícia Militar precisou intervir para conter os torcedores mais exaltados no Uberabão — Foto: Reprodução/FMF TV
Após o ocorrido, a Federação Mineira de Futebol notificou o Uberaba e vetou o uso do Uberabão para o duelo contra o Mamoré pela 10ª e última rodada da primeira fase. O confronto foi no Parque do Sabiá, em Uberlândia, o Uberaba venceu por 3 a 0 e se livrou do rebaixamento.
O que diz o Uberaba
“O Uberaba foi julgado ontem pelo Tribunal Pleno em razão dos acontecimentos na partida contra a Patrocinense. Em primeira instância, a equipe havia sido absolvida por unanimidade, mas, diante da gravidade do caso, a Procuradoria recorreu.
O histórico de reincidências do clube em casos de tumulto/invasão/arremesso de objetos, a ausência de identificação dos infratores, a paralisação da partida, os objetos arremessados e a falta de colaboração da segurança e da PM pesaram contra o Uberaba. O presidente do Tribunal chegou a sugerir a perda de mando por 5 jogos.
Após a defesa, o tribunal ficou dividido: houve votos pela absolvição, voto pela perda de mando em 2 partidas e multa de R$ 3.000,00, mas prevaleceu a decisão de aplicar multa de R$ 2.000,00 e perda de mando em 1 jogo, já cumprido.
Assim, após o pagamento da multa, o Uberaba poderá voltar a atuar no Uberabão com a presença da torcida. Entretanto, a reputação do clube junto ao tribunal está comprometida, e, em caso de nova reincidência, as punições tendem a ser mais severas. Para evitar problemas, será essencial reforçar a segurança em 2026, com mais efetivo policial, mais seguranças e medidas eficazes de prevenção e identificação dos envolvidos em incidentes.”
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