Restrição atinge detergentes, desinfetantes e lava-roupas fabricados antes de março e abril de 2026.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) manteve a suspensão da comercialização, distribuição e uso de lotes específicos de produtos da marca Ypê fabricados antes de março e abril de 2026. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (15).
A medida atinge produtos com final de lote “1” e foi adotada após a identificação de descumprimentos de normas de Boas Práticas de Fabricação durante inspeções realizadas pela agência.Play Video
O caso começou em 7 de maio, quando a Anvisa determinou a retirada de circulação e a suspensão da fabricação de todos os produtos da marca com lotes terminados em “1”. Na ocasião, uma fiscalização realizada em conjunto com órgãos de vigilância sanitária de São Paulo e de Amparo identificou falhas nos processos produtivos e no controle de qualidade, levantando a possibilidade de contaminação microbiológica.
Após nova inspeção e a apresentação de um plano de ação pela Química Amparo, fabricante da Ypê, a Anvisa autorizou, no fim de maio, a retomada da produção e da comercialização dos produtos fabricados a partir de 1º de abril de 2026. No entanto, os itens produzidos antes das datas estabelecidas continuam com restrições.
Pelas resoluções publicadas nesta segunda-feira, permanecem suspensos os desinfetantes Bak Ypê e Pinho Ypê, além dos detergentes lava-louças da marca, quando fabricados antes de 1º de março de 2026 e com final de lote “1”.
Também seguem proibidos os lava-roupas líquidos da linha Tixan Ypê e suas variações produzidos antes de 1º de abril de 2026, igualmente com final de lote “1”.
Segundo a Anvisa, os lotes mais recentes apresentaram resultados satisfatórios em análises laboratoriais, o que permitiu a liberação para venda. Já os produtos que continuam suspensos só poderão voltar ao mercado após a apresentação de laudos emitidos por laboratórios autorizados que comprovem a ausência de riscos à saúde.
A agência orienta consumidores e comerciantes que possuam produtos pertencentes aos lotes suspensos a não utilizá-los. A recomendação é manter os itens armazenados em local seguro e aguardar novas orientações sobre eventual liberação ou recolhimento definitivo por parte da fabricante.
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