VUm pouco mais da história ímpar da Cidade do Santíssimo Sacramento.
29/30 de junho de 1931 um ilustre visitante assina o livro dos hóspedes no Hotel do Comércio, no centro de Sacramento: Alberto Santos Dumont.
Já tinha passado diretamente pela cidade dias antes indo para Araxá fazer uso das águas sulfurosas e da lama medicinal. Estava muito doente e depressivo. Na volta passa novamente por Sacramento e se hospeda no Hotel do Comércio.
O saudoso sr. Pedro Giani contou-me em gravação que estava varrendo a porta da loja de seu pai (onde hoje é a loja de tecidos da Neide Giani). Seu pai lhe mostrou do outro lado da rua, na calçada do hotel, um homem magro, baixo e triste e lhe falou: “Olhe lá meu filho o homem que inventou o aeroplano”. Pedro atravessou a rua e contemplou bem de perto aquela figura mundialmente conhecida.
À tarde do dia 30 rumou-se para a Estação da Mogiana do Cipó acompanhado pelo advogado Dr. Pio Pontes e pelo poeta e escritor sacramentano Homilton Wilson, indo pelo bonde elétrico que fez parada na Gruta dos Palhares.
Ali o inventor disse aos acompanhantes: “Conheço a Gruta de Lourdes, esta porém, a todas excede em tamanho e beleza”.
Dali desceu a serra pegou a mogiana e rumou-se para São Paulo; um ano depois, em extrema depressão veio a falecer.
Na volta do Cipó, novamente na Gruta, o advogado Pio Pontes (depois Juiz de Direito em Patos de Minas) para marcar a passagem de Santos Dumont pela gruta, gravou o nome do inventor na pedra, como está lá até o dia de hoje e muitos pensando se tratar do punho dele, e não é.
Sacramento que tem histórias mil.
Texto: Amir Salomão Jacob
Foto do Arquivo de Amir Salomão Jacob.

