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Mortes de crianças levam pânico em MG e mais: veja o que foi notícia na semana

Apresentamos notícias para manter você atualizado sobre o que foi destaque em BH e no Estado

A semana entre 22 e 28 de outubro chega ao fim em Minas Gerais trazendo preocupação para pais, comunidade escolar e a sociedade em geral. É que é investigado o que causou a morte de três crianças — com idades entre 3 e 10 anos — em São João del-Rei, na região do Campo das Vertentes. Até o momento, sete cidades de Minas começaram a desinfetar as escolas municipais como forma de reduzir ou prevenir os casos de infecção de crianças pela bactéria Streptococcus.

A seguir, apresentamos notícias para manter você atualizado sobre o que foi destaque em BH e em Minas Gerais.

Grades que torturam

Tortura, espancamentos, ingestão forçada de detergente, ameaças, estupros e falta de assistência médica e psicológica. Esse é o retrato de parte do sistema prisional de Minas flagrado e descrito em relatório do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT), órgão ligado ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. O TEMPO teve acesso com exclusividade ao documento.

A inspeção foi realizada nas unidades Presídio Professor Jacy de Assis e Penitenciária Professor Pimenta da Veiga, ambas em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, e na Penitenciária Professor Jason Soares Albergaria, em São Joaquim de Bicas, na região metropolitana de BH. 

O relatório de 46 páginas detalha as denúncias de detentos e revela “punições” que vão além do determinado pela Justiça. Segundo o documento, os presos são submetidos a torturas, com espancamento, choques elétricos, queimadura com cigarro e uso de dispositivos que resultam em fraturas, lesões pelo corpo e até perda de órgãos, como ocorreu com um detento que perdeu o baço após ser torturado por sete policiais penais. 

A série especial pode ser lida aqui

BH tem aumento de furtos ou roubos a residências

Cinco furtos a residências e outras três tentativas no período de 11 dias em BH, Itaúna, Contagem e Sete Lagoas. Este é o histórico do homem que foi baleado em perseguição policial na região da Pampulha após arrombar uma casa no bairro Bandeirantes, no último domingo (22 de outubro), na capital. O crime aconteceu com “tranquilidade”: o suspeito usou uma ferramenta para abrir o portão e, sem chamar atenção, entrou no imóvel acompanhado de um comparsa. Este não é um caso isolado.

Ocorrências de furtos e roubos em residências aumentaram 12% em BH na comparação entre os meses de janeiro e maio deste ano e o mesmo período de 2022. São pelo menos 18 casos por dia: um a cada uma hora e 30 minutos.
 
Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), foram 2.753 ocorrências de furto e roubo a residências na capital entre janeiro e maio de 2023. No mesmo período do ano passado, foram 2.447. Junto ao aumento do número de casos, cresce também a sensação de risco e impunidade. 

Das 12 prisões ‘excelentes’ em MG, 11 são Apacs

Em Minas, 5% das unidades prisionais são consideradas excelentes. Entre os 218 estabelecimentos mineiros, 12 receberam a qualificação mais alta. Destes, 11 são Associações de Proteção e Assistência aos Condenados (Apacs) – unidades onde os recuperandos (como os sentenciados são chamados) realizam todas as atividades e cuidam, inclusive, das chaves das celas. Nesses locais, o foco é a ressocialização dos condenados. Os dados integram o relatório mensal do Cadastro Nacional de Inspeções nos Estabelecimentos Penais (CNIEP) – que serve como base do sistema Geopresídios, um raio-x do sistema prisional feito pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). 

Em um cenário de superlotação de presídios e tortura de detentos – detalhadas em um documento sigiloso ao qual a reportagem teve acesso –, o trabalho realizado nas Apacs é considerado modelo: 86% saem ressocializados. 

Os sentenciados que ocupam esses locais vivem uma rotina rigorosa, com regras bem-definidas. A metodologia Apac inclui trabalho, espiritualidade, assistência jurídica, assistência à saúde, valorização humana, família e voluntariado, entre outros. Atualmente, o Estado abriga 47 Apacs.

Paulinos Bar dará lugar a megaconstrução

Uma nova mudança está ocorrendo na tradicional paisagem do bairro Padre Eustáquio, na região Noroeste de BH: o Paulinos Bar, na rua Progresso, será demolido para dar lugar a um megaempreendimento. As obras de derrubada do bar e das lojas no mesmo terreno começaram na terça-feira (25 de outubro). Quem está responsável pelo projeto é a construtora Santiago Ferreira, que ainda está em negociações com empresas interessadas em ocupar o local.

Paulino Pereira de Carvalho, 58, proprietário do bar, contou que, há um ano, ele recebeu uma carta de notificação sobre a sua preferência de compra e, diante da impossibilidade de adquirir somente a sua parte no terreno, ele começou a saga por um novo imóvel na região. 

Ao lado do bar, chegaram a funcionar diversos tipos de comércio, de churrascaria a loja de chocolate, unidade de uma grande rede de cosméticos e até sapataria. “Todas fecharam”, explica Paulino. Custou, mas ele conseguiu encontrar seu novo endereço, pertinho, a 20 m. A fiel clientela pode ficar sossegada: ele se mudará para a mesma rua, no número 979. 

Morte de crianças causa pânico e leva a suspensão de aulas

A prefeitura de São João del-Rei, no Campo das Vertentes, investiga o que causou a morte de três crianças — com idades entre 3 e 10 anos. Moradores temem que os óbitos tenham relação com a contaminação por bactéria do tipo streptococcus — microorganismo que pode causar infecção na garganta e na pele e é transmitido por meio da saliva e secreções respiratórias. Os casos ocorreram nos últimos 30 dias. Por lá, as aulas na rede municipal de ensino foram suspensas.

Em quatro dias, sete municípios começaram a desinfetar as escolas municipais como forma de reduzir ou prevenir os casos de infecção de crianças pela bactéria Streptococcus. A última cidade a aderir ao “plano de enfrentamento” foi Barroso, a cerca de 40 minutos de São João del-Rei. Na cidade, as aulas não foram suspensas, a desinfecção está ocorrendo após o dia letivo. Segundo a prefeitura do município, a medida ocorre por precaução. 

Na capital mineira, pais e responsáveis por alunos da Escola Estadual Duque de Caxias, no bairro Santa Helena, na região do Barreiro, em Belo Horizonte, deixaram de enviar os filhos para a aula nessa sexta-feira (27 de outubro) com medo de que eles fossem infectados pela bactéria streptococcus. O sentimento de medo dos pais ocorre após informações de supostos casos de infecção entre alunos da escola.

Cidade em surto 

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) acompanha o surto de escarlatina em Felício dos Santos, no Alto Jequitinhonha. A cidade registrou, ao menos, 30 casos de crianças e adultos sintomáticos da doença causada pela bactéria Streptococcus. As aulas na rede municipal de ensino foram suspensas nessa quinta e sexta-feira (26 e 27 de outubro). 

Em nota, a pasta afirmou que além de acompanhar os casos, orienta o município por meio da Superintendência Regional de Saúde de Diamantina. “A definição de surto é a situação em que há aumento acima do esperado na ocorrência de casos de evento ou doença em uma área ou entre um grupo específico de pessoas, em determinado período”, esclareceu.

Segundo a Secretaria de Saúde de Felício dos Santos, todos os pacientes – a maioria crianças menores de 6 anos – estão medicados com antibiótico e não precisaram de internação. Dos 30 casos, três são pacientes adultos, entre pais e professores. 

Fotografia da Matéria: Febre é um dos sintomas a serem observados em crianças e adultos — Foto: Divulgação / Yaoinlove / iStock – Fonte: O Tempo 

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