
Taxa de R$ 12,70 passaria a ser cobrada à meia-noite desta sexta-feira (27), mas foi adiada pela EPR Triângulo. Entrave na Justiça atrasou início da cobrança em quase uma semana.
A concessionária EPR Triângulo adiou em mais um dia o início da cobrança de pedágio em oito praças de rodovias federais e estaduais do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. A tarifa de R$ 12,70, que passaria a ser cobrada à meia-noite desta sexta-feira (27), será exigida a partir da meia-noite de sábado (28).
Segundo a EPR, o objetivo do adiamento é que as praças funcionem em formato de divulgação nesta sexta, para reforçar temas referentes ao Desconto de Usuário Frequente (DUF). Os serviços de atendimento aos usuários, com socorro médico e mecânico 24 horas já estão em operação.
Confira as praças de pedágio onde a cobrança vai começar:
- BR-452, km 260,30 – Perdizes
- BR-365, km 515,25 – Monte Carmelo
- BR-365, km 589,10 – Indianópolis
- MGC-452, km 186,4 – Uberaba
- MGC-462, km 34,15 – Patrocínio
- LMG-798, km 6,80 – Nova Ponte
- MG-190, km 75,50 – Nova Ponte
- MG-427, km 15 – Água Comprida
Entrave na Justiça
Inicialmente, a cobrança de pedágio nas praças operadas pela EPR estava prevista para o dia 22 de outubro. Porém, um dia antes, a juíza Juliana Faleiro de Lacerda Ventura determinou a suspensão do início da cobrança a pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que apontou irregularidades no cumprimento do contrato.
Já na quinta (26), a liminar que determinava a suspensão da cobrança de pedágio foi revogada. Ao g1, o promotor Fernando Martins informou que a decisão ocorreu após a Advocacia-Geral do Estado recorrer junto ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).
“É uma decisão que deve ser respeitada, mas a Ação Civil Pública vai continuar para ver se o consórcio vai cumprir com suas obrigações”, afirmou.
MP encontrou irregularidades
A EPR Triângulo assumiu a administração de 627,4 km de rodovias do Triângulo e Alto Paranaíba em fevereiro de 2023. O contrato, com prazo de 30 anos, prevê que a concessionária realize a exploração da infraestrutura, operação, manutenção, monitoramento, conservação, ampliação da capacidade e manutenção do nível de serviço.
Segundo o MP, nas últimas semanas foram feitas vistorias em alguns trechos que estão sob a gestão da concessionária. Durante o trabalho, foram constatadas “irregularidades e não conformidades que colocam em risco a vida, o conforto e a integridade física do usuário do sistema rodoviário”.
Entre os problemas apontados estão a falta de estações de Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU) e a não prestação do serviço pré-hospitalar. O órgão também relatou problemas na sinalização das praças de pedágio. (Via: G1)