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Moradores de comunidade rural ‘perdem a cama’ para pernilongos e dormem em barracas para escapar dos mosquitos em MG

Comunidade de Tauá, na zona rural de João Pinheiro, enfrenta infestação de insetos há meses, segundo os moradores. A Prefeitura recomenda que moradores entrem em contato com a Vigilância Sanitária.

Comunidade Tauá João Pinheiro enfrenta onda de pernilongos — Foto: JP Agora/Divulgação

Comunidade Tauá João Pinheiro enfrenta onda de pernilongos — Foto: JP Agora/Divulgação

Os moradores da comunidade rural de Tauá, em João Pinheiro, no Noroeste de Minas Gerais, têm enfrentado problemas com a presença incômoda de pernilongos. A quantidade de insetos é tão grande que, em uma das fazendas, o chão ficou coberto de mosquitos mortos pelo ventilador.

A reportagem, um vendedor, que preferiu não ser identificado, contou que os pais moram em uma chácara na comunidade. Para ter uma noite de sono melhor, o casal deixou o quarto e passou a dormir em uma barraca de camping do lado de fora.

“Já faz alguns meses que para dormir o melhor método é em barracas de camping com auxilio de ventiladores. A quantidade de insetos é insuportável, e cortinados comuns não mais conseguem conter todas elas”, contou.

Chão coberto pernilongos comunidade rural João Pinheiro — Foto: Redes sociais

Chão coberto pernilongos comunidade rural João Pinheiro — Foto: Redes sociais

Segundo ele, a situação dos pais é ainda mais séria por conta das limitações de saúde dos dois.

“Minha mãe como exemplo, por ser uma pessoa que sempre trabalhou na roça junto a meu pai, tem alguns problemas de saúde, na coluna chegando ser até crônico. Ter que ficar dormindo fora da cama, em uma barraca, para tentar descansar um pouco, seria uma situação que por alguns dias não seria coisa tão alarmante, mas já faz meses esse problema”.

Ainda conforme o vendedor, o problema não é enfrentado apenas pelos pais, mas também é visto em outros sítios e chácaras na região de Tauá. Segundo ele, vizinhos relataram que usaram inseticidas e até queimaram tecidos para tentar afastar os insetos, mas não tiveram sucesso.

“Por ter áreas de matas e coisas do tipo, é comum o aparecimento de pernilongos nativos, a gente sempre soube e conviveu com isso, pois sempre morou na roça. Mas dessa vez é de modo geral, de quantidade alarmante, e percebemos que eles não são dessas espécies nativas que sempre teve por lá em pequenas quantidades, essas são bichinhos diferentes”, concluiu.

A reportagem, o coordenador da Vigilância Sanitária de João Pinheiro, José Ailton Teixeira, recomendou que os moradores procurem o órgão para ter orientações sobre como combater os insetos. ( G1)

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