
Município afirma que não participou do acordo para instalação de unidade industrial em Uberlândia e diz que qualquer avanço da mineração deverá garantir investimentos e benefícios para Araxá.
A Prefeitura de Araxá divulgou um posicionamento oficial após a repercussão do projeto bilionário voltado ao processamento de terras raras em Uberlândia. Segundo a administração municipal, o chamado Projeto Araxá, que envolve a exploração de nióbio e terras raras, não contou com a participação do município nas negociações anunciadas até o momento.
O esclarecimento foi divulgado após reportagens associarem Araxá à iniciativa, que prevê um centro de separação e processamento de terras raras no Triângulo Mineiro, com investimento estimado em R$ 2 bilhões e apoio do Governo de Minas Gerais.
Município diz que ficou fora das negociações

Em nota, a Prefeitura informou que não integra o protocolo de intenções firmado para o empreendimento em Uberlândia e ressaltou que também não houve tratativas oficiais com a administração municipal sobre uma eventual exploração das terras raras em Araxá nos moldes divulgados.
A gestão reforçou que acompanhará o tema de perto e defendeu que qualquer projeto relacionado aos recursos minerais da cidade deverá resultar em ganhos concretos para a população.
Prefeito defende contrapartidas para Araxá
O prefeito Robson Magela afirmou que futuras negociações precisarão contemplar investimentos compatíveis com a importância econômica do município e dos recursos explorados.
Segundo ele, o objetivo é garantir que um empreendimento dessa dimensão contribua para ampliar empregos, oportunidades e obras estruturantes em Araxá.
Crescimento da cidade exige novos investimentos
Entre as prioridades apontadas pela Prefeitura está a construção de um Hospital Municipal, considerada estratégica diante da expansão populacional prevista para os próximos anos.
De acordo com o prefeito, estudos indicam que Araxá poderá ganhar cerca de 10 mil novos moradores nos próximos cinco anos, cenário que exigirá reforço na infraestrutura urbana, especialmente nas áreas de saúde e serviços públicos.
Administração seguirá acompanhando o projeto
A Prefeitura destacou que continuará monitorando o andamento das discussões envolvendo a exploração de terras raras na região. A posição oficial é de que qualquer futura negociação deverá preservar os interesses do município e assegurar benefícios efetivos para o desenvolvimento de Araxá e da população local.
Terras raras são um grupo de 17 elementos químicos metálicos essenciais para a fabricação de produtos de alta tecnologia e para a transição energética.
O que compõe as terras raras
- 17 elementos químicos: O grupo inclui os 15 lantanídeos da tabela periódica, mais o escândio e o ítrio.
- Origem do nome: Eles não são raros na crosta terrestre. O nome existe porque eles aparecem misturados a outros minerais em concentrações muito baixas.
- Dificuldade de extração: Separar esses metais exige processos caros, complexos e altamente tecnológicos.
Para que servem
- Tecnologia moderna: Estão presentes em smartphones, computadores, telas e equipamentos médicos.
- Energia limpa: São fundamentais para motores de carros elétricos, baterias e turbinas eólicas.
- Ímãs potentes: Permitem criar ímãs compactos de alta potência usados em várias indústrias.
Importância geopolítica
- Domínio da China: A China lidera tanto a extração quanto o processamento global desses minerais.
- Reserva do Brasil: O Brasil possui uma das maiores reservas de terras raras do mundo, o que coloca o país no centro das atenções de potências estrangeiras.
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