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Tatiana Sampaio no IFTM de Patrocínio: como participar do evento com a cientista que desenvolveu molécula que pode reverter lesões na medula

A “Mostra Mulheres Extraordinárias” é gratuita será realizada no dia 12 de março, com 240 vagas abertas ao público; pesquisadora falará sobre a polilaminina e os avanços do estudo que pode devolver movimentos a pacientes com lesão medular.

Tatiana Sampaio estará em Patrocínio no dia 12 de março — Foto: Faperj/Divulgação

Tatiana Sampaio estará em Patrocínio no dia 12 de março — Foto: Faperj/Divulgação

Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM), em Patrocínio, no Alto Paranaíba, abriu inscrições para interessados em participar da “Mostra Mulheres Extraordinárias”. O evento terá a presença da professora e pesquisadora Tatiana Sampaio, que lidera a equipe responsável pelo desenvolvimento da polilaminina — substância que pode ajudar pessoas com lesões na medula a recuperar total ou parcialmente os movimentos do corpo. Saiba mais sobre a cientista e a pesquisa abaixo.

A mostra é gratuita e aberta à comunidade acadêmica e ao público em geral. Ao todo, serão disponibilizadas 240 vagas, com inscrições feitas exclusivamente pela internet.

Serviço:

“Mostra Mulheres Extraordinárias”

O projeto de extensão envolve professores e alunos e tem como objetivo contar a história de mulheres que impactaram a trajetória local ou nacional de alguma forma.

Desde o anúncio da confirmação de Tatiana Sampaio, a coordenadora do projeto, professora Bianca Gonçalves, diz ter se surpreendido com o interesse da população da região. “Estou espantada com a procura, a comunidade está enlouquecida”, afirmou.

O nome de Tatiana Sampaio foi sugerido pelos universitários e, após votação, escolhido por eles. Depois da confirmação da presença da pesquisadora, o anúncio se espalhou pelas redes sociais e mobilizou a população local.

Ainda segundo Bianca, o evento terá dois momentos: em um deles, Tatiana conversará com os acadêmicos; no outro, com o público em geral. A mostra também será transmitida ao vivo pela internet.

Pesquisadora Tatiana Sampaio confirmou presença em mostra da IFTM, em Patrocínio — Foto: Redes sociais/IFTM

Pesquisadora Tatiana Sampaio confirmou presença em mostra da IFTM, em Patrocínio — Foto: Redes sociais/IFTM

Quem é Tatiana Sampaio

Tatiana Coelho Sampaio é bióloga e chefe do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ. Desde 1997, a cientista estuda a polilaminina, uma versão derivada da laminina — proteína produzida naturalmente pelo corpo humano — desenvolvida em laboratório.

No início deste ano, o resultado de quase três décadas de pesquisa se transformou em um medicamento 100% brasileiro, autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a iniciar a fase 1 de estudos clínicos.

A pesquisa pioneira e 100% nacional

Tatiana Sampaio conseguiu produzir em laboratório a polilaminina, uma rede de proteínas que se torna mais escassa no organismo ao longo da vida.

O estudo extraiu proteínas de placentas e aplicou a polilaminina em oito pacientes paraplégicos e tetraplégicos. A substância teria sido capaz de recriar conexões entre neurônios no cérebro e o restante do corpo, devolvendo movimentos a seis pacientes. Um deles, que estava paralisado do ombro para baixo, voltou a andar sozinho.

A polilaminina é uma versão modificada da laminina, proteína produzida pelo corpo humano — Foto: Cristália/Via BBC

A polilaminina é uma versão modificada da laminina, proteína produzida pelo corpo humano — Foto: Cristália/Via BBC

Agora, a polilaminina deixa o ambiente exclusivamente acadêmico e entra na primeira fase de testes para aprovação de um novo medicamento pela Anvisa. Nesta etapa inicial, as equipes vão avaliar a segurança do uso da substância, observando se ela provoca reações adversas.

Cinco pessoas com lesão completa da medula espinhal receberão uma única aplicação de polilaminina até 48 horas após o trauma. Segundo o protocolo, elas serão acompanhadas por seis meses. Caso não sejam registradas reações adversas graves, terão início as próximas fases do estudo clínico, que vão avaliar se a polilaminina é, de fato, eficaz para devolver movimentos ao corpo.

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