Informação foi divulgada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, que realizou uma fiscalização na última semana em conjunto com o Ibama e Polícia Civil após o crime ocorrido em Uberaba em julho. Investigações apontaram o envolvimento de comerciantes do estado de Goiás.
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Criminosos que roubaram inseticidas avaliados em R$ 50 milhões em MG são identificados em operação em GO — Foto: Mapa/Divulgação
Os criminosos armados que renderam mais de 30 funcionários de uma empresa e roubaram inseticidas avaliados em R$ 50 milhões em Uberaba no mês de julho, no Triângulo Mineiro, foram identificados. A informação foi divulgada neste fim de semana pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, que realizou uma fiscalização na última semana em conjunto com o Ibama e Polícia Civil após o crime. Até o momento, ninguém foi preso.
Segundo a pasta, as investigações apontaram o envolvimento de comerciantes do estado de Goiás no crime. Eles agiam na distribuição dos produtos roubados na região dos municípios de Goiatuba, Caçu, Vicentinópolis e Edealina. O nome de nenhum suspeito foi informado.
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Mais de 4 toneladas recuperadas
Entre os dias 4 e 8 de dezembro, nos estabelecimentos comerciantes e nas propriedades rurais envolvidas no esquema criminoso em Goiás, foram resgatadas mais de 4 toneladas de agrotóxicos roubados no crime, 6 toneladas de 10 marcas falsificadas e 2 toneladas vencidas.
Os produtos apreendidos pela fiscalização foram levados para um armazém sob custódia do Ministério da Agricultura e Pecuária. Já os roubados serão devolvidos às vítimas e os falsificados e vencidos encaminhados para a incineração.
Ainda segundo a pasta, durante a fiscalização, também foram identificados agrotóxicos distintos de outros roubos ocorridos nos estados da Bahia, Tocantins e São Paulo.
“Já encontramos em fábricas clandestinas produtos vencidos, junto de agrotóxicos falsificados. Isso liga um alerta à fiscalização e aos produtores rurais, para não deixarem produtos vencidos estocados nas propriedades rurais, pois estes são um atrativo para os roubos, além de ser uma infração à Lei Federal”, explicou o chefe do Serviço de Fiscalização de Insumos Agrícolas do Mapa em Goiás, Márcio Queiroz.