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Horário de verão vai voltar? Entenda os planos do governo diante do risco de déficit de energia

ONS aponta aumento no consumo noturno e avalia retorno do horário de verão para reduzir sobrecarga no sistema elétrico a partir de 2025

Relógio próximo à Arena BRB Mané Garrincha, em Brasília

Relógio próximo à Arena BRB, em Brasília – Foto: José Cruz

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) reacendeu o debate sobre a volta do horário de verão no Brasil. A medida, extinta em 2019, pode ser retomada como forma de mitigar o déficit de potência registrado nos horários de maior consumo de energia, especialmente entre 18h e 21h.

Segundo o Plano de Operação Energética (PEN) 2025–2029, divulgado recentemente pelo ONS, há um risco crescente de sobrecarga no sistema interligado nacional nos próximos anos. A estimativa é de que o horário de verão, caso retomado, possa reforçar a oferta em até 2 gigawatts (GW), reduzindo a pressão sobre o despacho de termelétricas e evitando apagões.

“Confirmamos o diagnóstico do ano passado e identificamos um agravamento do déficit de potência no horário de ponta. Isso nos obriga a estudar medidas emergenciais, e o horário de verão está entre elas”, afirmou Alexandre Zucarato, diretor de Planejamento do ONS.

Para que a medida entre em vigor já neste ano, o ONS precisa formalizar a recomendação ao governo até agosto, uma vez que a mudança nos relógios exige um planejamento mínimo de três meses. Tradicionalmente, o horário de verão começava em outubro ou novembro e seguia até fevereiro.

Além do ajuste nos relógios, o ONS também propõe outras ações para reforçar o sistema, como a antecipação de usinas contratadas em leilões de reserva de capacidade, a importação de energia de países vizinhos e o uso intensificado de termelétricas.

O Ministério de Minas e Energia ainda avalia a proposta, mas fontes do setor indicam que a decisão final poderá ser anunciada no segundo semestre. A volta do horário de verão, que já foi criticada por parte da população, pode agora ganhar força como alternativa necessária para garantir a segurança energética do país.

*Conteúdo Regionalzão

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