Mulher de 38 anos é investigada por desvio de verbas públicas enquanto estava na direção de uma escola estadual em Uberaba. Nesta segunda-feira (9), a Polícia Civil apreendeu um veículo de luxo e documentos na residência da suspeita.
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A Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão na casa da ex-diretora de escola estadual de Uberaba — Foto: André Santos/Prefeitura de Uberaba
A Polícia Civil de Minas Gerais cumpriu, nesta segunda-feira (9), mandado de busca e apreensão na casa da ex-diretora de uma escola estadual de Uberaba. A mulher, de 38 anos, é suspeita de desviar mais de R$ 450 mil de verbas da escola. enquanto era diretora, para uma conta pessoal entre os anos de 2023 e 2024.
Segundo o delegado Eduardo Garcia, a investigação começou após denúncia feita pela atual diretora da escola na última semana.
“Ela menciona uma suposta prática de peculato por parte da ex-diretora. Nessa ocorrência e investigação, supostamente, a ex-diretora teria desviado recursos públicos do caixa da escola para sua conta pessoal”, disse o delegado.
A Polícia Civil avaliou documentos que indicam um possível desvio de R$ 465 mil, apontando, a princípio, os crimes de peculato e lavagem de dinheiro. O nome da investigada e a escola onde ela trabalhava não foram divulgados.
🔎 Peculato é o crime previsto no artigo 312 do Código Penal, que pune o funcionário público que, em razão do cargo, se apropria ou desvia dinheiro, valor ou bem público em benefício próprio ou de terceiros. A pena varia de 2 a 12 anos de prisão, além de multa.
O g1 solicitou um posicionamento à Secretaria Estadual de Educação e aguarda o retorno.
Ex-diretora não poderá sair de Uberaba durante investigação
Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, a polícia apreendeu documentos financeiros, dispositivos móveis e um veículo de luxo na casa da ex-diretora.
A Justiça decretou a indisponibilidade de bens da investigada até o valor de R$ 500 mil. Ela também está proibida de deixar Uberaba durante a investigação.
“Foram mencionadas também, na decisão, medidas cautelares. A investigada está proibida de se comunicar com qualquer testemunha ou servidores da escola estadual, está proibida de sair do município de Uberaba sem comunicação do poder judiciário e também está proibida ou se ausentar do país no decorrer das investigações”, explicou Eduardo Garcia.
A ex-diretora será ouvida nesta semana pela polícia no inquérito que está em andamento.
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