Outras cinco pessoas estão sendo investigadas pela corporação
Prejuízo causado pelos golpes é de R$ 1 milhão – Foto: Divulgação/PCMG
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) efetuou, na tarde de ontem (27), a prisão preventiva de um homem, de 28 anos, apontado como principal articulador de um esquema de estelionato na venda de imóveis em Uberlândia, no Triângulo Mineiro.
Conforme apurado pela equipe de investigação de fraudes em Uberlândia, durante as apurações, foram identificadas e ouvidas 13 vítimas de golpes aplicados, e estima-se que os prejuízos causados giram em torno de R$ 1 milhão.
A PCMG investiga ainda o envolvimento de outras cinco pessoas na concretização dos golpes.

Fraude
Segundo levantado no curso das investigações, o suspeito preso, que se apresentava como corretor de imóveis e proprietário de uma imobiliária, realizava anúncios em rede social e intermediava a venda do bem.
O golpe era concretizado quando os demais suspeitos, se passando por donos dos imóveis em negociação, iam ao cartório com o suposto corretor para reconhecimento de firma no contrato particular de compra e venda, documento fraudado pelo grupo.
Posteriormente, as vítimas efetuaram o pagamento, na maioria das vezes, por meio de transferências via Pix para o investigado detido ou mediante entrega de veículos.
Como falso corretor agia?
Os anúncios dos imóveis eram feitos pelo falso corretor no Marketplace, uma ferramenta de vendas do aplicativo Facebook. Através desses anúncios, o falso corretor atraia as vítimas e com a ajuda de comparsas, que se passavam por proprietários dos imóveis, concluía os golpes.
Todos eles possuem entre 40 e 60 anos de idade. Alguns relataram que além de dinheiro, deram também o carro da família como forma de pagamento. Outros disseram à polícia que chegaram a visitar o imóvel antes de efetivar a compra.
A investigação revelou que o autor invadia imóveis desocupados, trocava a fechadura e simulava as visitas. Além disso, o homem fraudava os contratos de compra e venda, e levava as vítimas no cartório para registrar o contrato.
No total 13 vítimas foram ouvidas durante a investigação, e tiveram prejuízos individuais de R$ 50 mil a R$ 80 mil.
_____________________________________________
Participe do canal da Rede Acontece Minas Gerais no WhatsApp e receba as principais notícias do dia direto no seu celular. Clique aqui e se inscreva.