Paciente é de Caratinga, do Leste do estado; a doença é transmitida pelo consumo de carne contaminada

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, a confirmação definitiva só é possível por meio da análise de fragmentos do cérebro, em caso de óbito – Fundação Ezequiel Dias/ reprodução
Minas Gerais investiga suspeita de ‘vaca louca’ (doença de Creutzfeldt-Jakob) em Caratinga, no Leste do estado. A notificação veio por meio da Superintendência Regional de Saúde de Coronel Fabriciano que confirmou, nessa segunda-feira (11), a suspeita amostras do paciente foram recolhidas encaminhadas para a Fundação Ezequiel Dias, em Belo Horizonte.
A pasta não informou o sexo e a idade do paciente. A secretaria informou também que o mesmo está acompanhado de profissionais para qualquer intercorrência.
Os sintomas da doença podem ser diversos como agitação motora, irritabilidade, alucinações, esquecimento, psicose, ansiedade, depressão, enfraquecimento ou perda de sentidos, além de sensação de dormência ou formigamento no corpo.
A doença é transmitida pelo consumo de carne contaminada e pode ser fatal. Isso porque a patologia não tem tratamento e diagnostico no animal vivo. Sendo assim, só pode ser confirmado após a morte do animal por meio de amostra de análise do material encefálico.
Os últimos casos de vaca louca registrados no Brasil ocorreram em 2021, em Minas Gerais e no Mato Grosso.
No fim dos anos 1990, houve um surto de casos de mal da vaca louca em humanos na Grã-Bretanha, que provocou a suspensão do consumo de carne bovina no país por vários meses. Na ocasião, a doença foi transmitida aos seres humanos por meio de bois alimentados com ração animal contaminada.
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