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Golpe ‘bem-feito’ faz clientes acreditarem que conversam com advogados e causa prejuízo financeiro

Para dar mais autenticidade, fraudadores fornecem detalhes do processo e, na sequência, pedem que as pessoas façam PIX

Criminosos estão se passando por advogados e aplicando golpes em diversas pessoas de Belo Horizonte e algumas regiões mineira. Eles exigem pagamentos para ‘acelerar’ a liberação de indenizações que as vítimas têm a receber. Para dar mais autenticidade ao golpe, os fraudadores fornecem todos os detalhes do processo e, na sequência, pedem que as pessoas façam um PIX alegando que o valor é necessário para a liberação do processo. Ao menos 15 vítimas receberam mensagens dos suspeitos.

A artesã Adriana Dias de Paula, de 53 anos, foi uma das vítimas dos criminosos. Ela conta que recebeu uma mensagem no celular e acabou acreditando que era a advogada que atua no processo dela. “Usavam a foto da minha advogada e passaram todas as informações relativas ao meu processo. Disseram que a minha causa tinha sido resolvida, mas que era preciso fazer o pagamento de um valor”.

Adriana acabou realizando uma transferência via PIX de R$ 427,35. “Acreditei que era minha advogada. O golpe foi bem feito e, no primeiro momento, não percebi que se tratava de outro número de telefone, diferente do que estou acostumada a conversar com a advogada. A todo tempo pensei que era verdade”, comentou.

Depois de fazer o PIX solicitado, a artesã ficou aguardando o ‘desfecho’ do processo, algo que não aconteceu. “Fiquei esperando, mas no fim de semana descobri que era um golpe. Vi uma postagem do escritório de advocacia alertando que criminosos estavam se passando por eles e entrando em contato com vários clientes. Na hora pensei: ‘Nossa, já paguei’. Liguei para o escritório no mesmo instante”.

Cuidados

A artesã não foi a única pessoa contactada pelos criminosos. A advogada Cídia Gabriela Campos Oliveira, responsável pelo escritório do qual o grupo suspeito fingiu fazer parte, comenta que soube de outras 14 vítimas procuradas. “Alguns clientes entraram em contato conosco relatando. A nossa dica é para que não façam nenhum pagamento via PIX, pois sempre uma guia é gerada, justamente para evitar golpes como o que tem ocorrido”.

“Outra dica importante é entrar em contato com o advogado da causa, verificar quem mandou a mensagem ou ligou. Podem nos procurar para tirar as dúvidas. Estamos cientes de 15 clientes vítimas, mas pode ter acontecido com mais pessoas e não estamos cientes. Nas redes sociais estamos alertando sobre o golpe”, complementou.

Investigação

Adriana registrou ocorrência junto às forças de segurança. Procurada, a Polícia Civil esclareceu que o caso está sendo investigado. “A PCMG orienta que as vítimas procurem a delegacia de polícia mais próxima e manifestem o interesse em representar. Dessa maneira, os fatos serão apurados”, esclareceu em nota. A artesã, agora, tenta que o banco devolva o valor pago aos criminosos.

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